João Paulo's profileDiário De um Anjo CaídoPhotosBlogLists Tools Help

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    April 29

    P.E.C.

    MAis um verbete da P.E.C., Pequena Enciclopédia do Conhecimento, de João Paulo Zanette:
     

    CORDEL

    Substantivo masculino.
    1 - Corda muito delgada; cordão, barbante.
    2 - Corrente que se usa pendente do pescoço.

    3 -  Literatura popular

    4 - Canção popular

    Ver também:

    - Teatro; Música Popular; Pregadores alucinados

    - Cordel do Fogo Encantado

     

    A literatura de cordel chegou ao Brasil na segunda metade do século XIX, através dos portugueses. Aos poucos, foi se tornando cada vez mais popular. Nos dias de hoje, podemos encontrar este tipo de literatura, principalmente na região Nordeste do Brasil.
    De custo baixo, geralmente estes pequenos livros são vendidos pelos próprios autores. Fazem grande sucesso em estados como Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba e Bahia. Este sucesso ocorre em função do preço baixo, do tom humorístico de muitos deles e também por retratarem fatos da vida cotidiana da cidade ou da região. Os principais assuntos retratados nos livretos são: festas, política, secas, disputas, brigas, milagres, vida dos
    cangaceiros, atos de heroísmo, milagres, morte de personalidades, sem deixar de lado as dúvidas religiosas.
    Em algumas situações, estes poemas são acompanhados de violas e recitados em praças com a presença do público.

     

    Ex:

    Nas fotos: Darilio, Puff e John John em Show do Cordel do Fogo EncantadoIMAG0019IMAG0024IMAG0059

     

    April 28

    Herdamos

    Somos Herdeiros do Fim do Mundo
    bandeira
    April 23

    Equações e Encontros de Anjos

    Encontro de anjos:

    REalizou-se no dia 22 de abril deste ano, o MAIOR ENCONTRO DE ANJOS CAIDOS de todos os tempos, contanto com a presença de 3 (SIM! 3! DREI, THree, TRE, TRÊS, III): Seu adorável moderador John john, F.M. (nosso amigo eqüino) e Raquel (nossa mais loira membra), como demonstra foto 1:
    Foto 1:
    DSC00602
    Foto 2:
    DSC00605
    PS: Também participaram do encontro JOhn (puff) e Anderson (advogado baixinho), na foto dois, comigo e com Loira. (foto 2)
     
     

    Equações, cavalos, bois e cabras voadoras: 

     

    Mais importante do que perguntar se X = cavalos/bois/cabras voadoras é perguntar de que equação X é originado.

     

    P’ = nós fizemos X. Nós => X

    P’’ =  X veio até nós. X > Nós

    P’’’ =  Nós fomos até X. Nós ≥ X

     Tal que: X Ì R e X = a.W e X = 5

     

    galope

     

     

    April 21

    Lua cheia e...

    Pôneis, Cavalos ou Cabras voadoras?
    07
     
    April 16

    Epifania

    Eu que, por muito tempo,
    pedi por um milagre erroneamente,
    entendo, hj,
    que deveria ter pedido paciência e perseverança para realiza-lo.
    April 15

    ULTIMATO

    OK...seja lá quem for o responsável por isso: chega de sacanagem, ok?!
    1
    2
    3
    Acabou a minha vez
    April 14

    P.E.C.?

    Mais alguns verbetes da P.E.C, Pequena Enciclopédia do Conhecimento, de João Paulo Zanette.

     

    Verbete: Morte

    mor.te
    Substantivo feminino.
    1 - Med. Cessação da vida.
    2 - Termo, fim.
    3 - Destruição, ruína.
    4 - Pesar profundo.

      *Ver também o verbete suicídio

      *Ver também o verbete extinção

     

    Ex:
    Lembro-me do Doca como se fosse hoje: magro, estatura mediana, olhar caridoso e voz suave, que nunca assustava os alunos do, na época, E.E.P.S.G. Dr Clybas Pinto Ferraz (hoje já vão muitas siglas e anos!). Era ele quem “botava” os alunos para dentro, sempre avisando que os sinais já haviam tocado e que ficaríamos para fora caso não nos apressássemos pelos corredores longos e gelados daquele prédio. Ele era tio de uma grande amiga também: Gisele, uma daquelas que se perdeu no tempo, mas lembro-me até hoje de sua originalidade, bom humor e amizade. (Por que pessoas queridas e fantásticas se afastam?)

    Há muito que saí do Clybas, entrei para a faculdade e me tornei professor, desconhecia o atual quadro de funcionários e imaginava que todos daquela “minha época” (digo minha, pois estas são minhas lembranças, mas, certamente, em conjunto com outros “daqueles” tempos, diria: “nossa época”.) já teriam se aposentado.

    Como meus caros leitores deste templo do conhecimento, que se tornou a P.E.C., já sabem, tenho exercitado-me, mediante ordens expressas de nutricionistas, diariamente no Parque Buracão, a duas quadras de casa, todos finais de tarde e as vezes manhãs.Eis que, na semana passada, encontro-me com o Doca, trocamos acenos tímidos com a cabeça, já que somos pessoas distantes no passado um do outro. Imagino que ele encontrasse ex-alunos do CLybas o  tempo todo, com certeza esquecendo-se de muitos, devido aos anos, à grande quantidade e a “eterna mania” de educadores, ou pessoas que lidam diretamente com educação de serem capazes de perderem em sua memórias mesmo os alunos mais sorridentes, embora permaneçam na mente destes por toda a vida. (sei exatamente do que falo, como professor), sei que este hábito é impossível de curar, já que muitas vezes me peguei olhando para um rosto vagamente conhecido, que me chamava de “fessor”, “Bart” ou “prof”.

    Lembro perfeitamente deste dia, de tarde, quando encontrei o Doca, tímido, calado e taciturno, como sempre, andando pelo parque, cumprimentando-me e descendo as escadarias que levam à uma parte menos “populosa”, cheia de árvores e com um pequeno córrego. Lembro-me também de me perguntar o porquê dele descer até tão lúgubre lugar e, sem encontrar resposta, retomei meu passos.

    Vi Doca descendo até este local umas três vezes, sempre vestindo uma camiseta branca e sempre me perguntava o porquê. Hoje, segunda feira, 14 de abril, soube.

    No dia anterior, domingo, dia 13 de abril, Doca foi encontrado por entre as árvores, enforcado por uma corrente de cachorro presa por um cadeado à árvore.

    Doca suicidou-se enquanto chovia.

    Imaginar a angústia e solidão que faz um homem sair de sua casa, com chuva, em um domingo qualquer, esgueirar-se por entre galhos e árvores para por fim à sua própria vida nunca nos será permitido. Só me é permitido lembrar de sua descida e tentar reconstituir suas intenções, seus planejamentos e sua dor, até ,por fim, em um dia meticulosamente escolhido, tanto pela pouca freqüência popular no parque, quanto pelas condições meteorológicas, extinguir-se.

    Peço perdoes, já que se torna impossível não devanear diante de fatos da vida e tempo que passam inexoravelmente. Se bem que não existem posts, nem P.E.C. a serem prejudicados pelos meus devaneios, existe apenas angústia, risos e lágrimas ansiando desesperadamente por sair, tornar-se, SER e extravasar-se através deste simples ato da escrita. Aqui, estes demônios que apavoram o homem tomam forma, para que não desformem o homem que lhes assombra.

    Talvez Doca precisasse apenas escrever. Talvez Doca precisasse ser ouvido. Talvez, se eu tivesse falado com ele, sentando em um daqueles bancos, e ele tivesse me contado o que afligia... Talvez tudo pudesse ser diferente. Talvez Não. Talvez ele estea melhor agora. Talvez não existam SE’s e TALVEZ. Talvez eu não devesse escrever nada disso.

    Não me perdôo por não lembrar seu nome de verdade.

    13

    Curso Prático de Tarot

      A RODA DA FORTUNA

      Uma Roda de Sete Raios (em alguns baralhos, como o de Waite, apresentam-na com oito, o que muitos consideram errado) em um eterno revolver. Do lado ascendente sobe um animal e, do lado descendente, um macaco (ou cobra). Acima dela há a forma de um anjo (ou de uma esfinge ou ambos) segurando uma espada. Simboliza a boa ou má Fortuna.
      Significado da carta: Boa sorte, Êxito, Sorte imprevista, Destino, Mudança, Supremacia, Iniciativa.
      Invertida: Má sorte, Fracasso, Inconstância, Interrupção.

      10

    April 12

    Sobre a ambição


    de pó
    Deus o fez.
    Mas ele, em vez
    de se conformar,
    quis ser sol, e ser mar,
    e ser céu... Ser tudo, enfim.
    Mas nada pôde! E foi assim
    que se pôs a chorar de furor...
    Mas ah! foi sobre sua própria dor
    que as lágrimas tristes rolaram. E o pó,
    molhado, ficou sendo lodo - e lodo só!

    deus

    Poesia by: Guilherme de Almeida
    Photo by: Fabio Justino
    Modelo: Fabio Justino

     


    April 11

    Into The Wild

    Letra de música retirada do filme: Into The Wild (selo Zanette de qualidade e ISO 9001)
    Vale pela fotografia, pelo drama, pela lição de morale, sem dúvida tb pela trilha musical!
    (Só nao vale segurar o choro no final!)
     
    Eddie Vedder - Long Nights
    Eddie Vedder
    Have no fear 
    For when I'm alone 
    I'll be better off than I was before 
    
    I've got this light 
    I'll be around to grow 
    Who I was before 
    I cannot recall 
    
    Long nights allow me to feel... 
    I'm falling...I am falling 
    The lights go out 
    Let me feel 
    I'm falling 
    I am falling safely to the ground 
    Ah... 
    
    I'll take this soul that's inside me now 
    Like a brand new friend 
    I'll forever know 
    
    I've got this light 
    And the will to show 
    I will always be better than before 
    
    Long nights allow me to feel... 
    I'm falling...I am falling 
    The lights go out 
    Let me feel 
    I'm falling 
    I am falling safely to the ground 
    Ah...
    April 01

    Identidade

    i.den.ti.da.de

    Substantivo feminino.
    1 - Qualidade de idêntico.
    2 - Os caracteres próprios e exclusivos duma pessoa: nome, idade, estado, profissão, sexo, etc.

    3 – Todos os elementos constituintes de uma personalidade, seja história de vida, sonhos, lições aprendidas, falhas, acertos, vitórias, derrotas e amores.

     

    Identidade

    Segunda-feira, 8 am, parque Buracão, Cidade de Assis.

    Tenho saído para exercitar-me no parque Buracão, nas imediações de minha casa, todas as manhãs ou tardes, as vezes ambos. Sempre munido de um mp3 player e uma boa lista de músicas animadas para espantar o sono da manhã ou a preguiça do final de tarde, traço círculos e mais círculos naquela pista. O fato que narrarei, aconteceu nesta manhã, quando eu passava por uma das curvas arborizadas do parque, ansioso por um copo de água gelada, depois de duas horas de caminhada.

    Eis que surge de trás de uma árvore, um rapaz moreno, de calça jeans e camiseta (calça jeans não é um traje adequado para quem sai fazer exercícios físicos pela manhã, pensei, e já fiquei desconfiado) que me encara e entrega um folheto: Bom dia, disse entregando-me. Eu, pegando o papel na mão constatei tratar-se de uma propaganda cristã de algum tipo de noite de fé, exorcismos de demônios, acompanhado de algum salmo que com certeza ele saberia me dizer de cor (embora compreendê-lo seja outro departamento). Estendi o papel de volta por duas razões: uma: estava caminhando, meus bolsos já estavam ocupados com óculos escuros, mp3, celular; e segunda, a qual anunciei em voz alta: Desculpe, não sou católico! Ele, sorrindo com o ar de “Ah há, eu sou esperto”: Mas isso não tem nada a ver com os católicos! Pensei imediatamente comigo e já soltei: Também não sou evangélico, carismático, testemunha de Jeová nem nada do gênero! (Claro que disse isso no mesmo tom que eu diria: Eu não como cocô!). O rapaz, indignado, como se eu tivesse realmente exteriorizado sobre o meu pensamento sobre cocô, disse: Então o que você é? Quem é você?

    Quando olhei bem em seus olhos, imaginando em soltar um grande “vai-te-foder-cristão” ou “sou-pagão-e-tenho-orgulho”, só tive paz de espírito e estômago para sorrir, enigmaticamente, é claro, e voltar à minha caminhada. Será que ele sabia da profundidade das duas sentenças que proferira?

    Como explicar para aquele rapaz que eu sou mais do que um título de adepto de determinada religião?  Que minhas crenças são produto de TUDO o que já observei e senti durante estes 28 anos de existência terrena, nesta vida? Será que ele compreenderia se eu dissesse que acredito que meu espírito, ou alma, como quiser, carrega, impregnado nele, através dos séculos e das vidas que já vivi, toda uma “escala de iluminação”, minha “noção de realidade e sentido da vida” e acima de tudo meu bom senso? Seria possível explicar?

    Seria possível dizer que sou cada sorriso e alegria que vivi? Sem deixar der lado as lágrimas, tanto da vitória quanto da derrota, os amores vividos, recusados e ausentes? Isso sem falar também dos beijos, abraços e gostos de todos os corpos, de todas as bocas e suores que provei. Que minha concepção religiosa caminha entre, atrás, por cima e por baixo, pela direita e esquerda do espiritismo, budismo, paganismo e socialismo, fruto de todos os livros literários, teóricos, mágicos e poéticos que li? Como dizer para um cristão que, ao meu ver, Beethoven, José Saramago, Maomé e Raul Seixas são todos profetas anunciando a MESMA COISA e que Cristo, embora cheio de boas intenções, não foi original em NADA?

    É, acho que ele não entenderia... não mesmo...

    01